1. para a verô

    cubebreaker:

    In 1971, Michael Rougier photographed a young Melanie Griffith and her family as they went about their daily lives with a full-grown lion named Neil.

    Publicado em 21 de Outubro de 2014 (111 notas)
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  2. Não dá tempo de fazer pesquisa, de fazer rascunho, de dar o rascunho pras vítimas de sempre aprovarem, enfim, não dá tempo de escrever o texto lindo — e florido, e cheio de lacinhos, e colorido — que o velho merece, porque o dia está (como diz o Calvin), simplesmente tomado. Mas não quis deixar passar em branco, porque foi uma grande perda, a perda dum cara que ajudou a escrever a vida que todos vivemos, saibamos ou não, porque moda, comida, poesia, arte e cultura pop, falam tanto de nós, do que somos, não somos e gostaríamos de ser, quanto política, geopolítica e, rará, psicanálise

Babados Ferozes 
De la Renta nasceu na República Dominicana e foi estudar na Espanha. Foi aprendiz de ninguém menos do que Cristóbal Balenciaga, o deus.
Ele fez muito pela moda, pela história da moda. Quando formos falar de moda do século XX, e deste desconjuntado, esquisito e apalermante começo do século XXI, vamos ter de dizer: ele nos manteve belos, frescos, fúteis, coloridos e mais felizes.
Sempre que estávamos cansados de rendas e lacinhos e rendinhas e cores, cores, cores e nos agarrávamos a um elegantíssimo japonês de linhas restas e tons sóbrios, de la Renta saía detrás dalguma coluna — jônica, sem dúvida, cheia de frisos e arabescos — para nos induzir a usar pelo menos mais uma camada de tule, pelo menos um babadinho, só mais uma florzinha, um pedacinho rendado, sejamos mais barrocos, vamos, mais um cachinho de uva. De la Renta manteve a moda do mundo — e não apenas a dele — divertida, extravagante e, vá lá, espalhafatosa, se você quiser. Mas inegavelmente colorida, estampada, ampla e, sim, romântica. A História da moda, especialmente a História da moda do século XX, deve a de la Renta a não-desistência, o não-macacão-de-brim, o não-terno-reto-de-uma-cor-só, o não-nada-de-adereços, não-vestidinho-lisinho-e-monótono-de-boa-menina.
As blusas estampadas que compramos nas lojas sofisticadas ou nas lojas populares, as bolsas coloridas do camelô da 25 de Março, nossos jurídicos jabots, os cabelos armados das mil viúvas em mil novelas, estes brincos enormes que você tanto adora, tudo isso teve, ao longo das últimas décadas, a mão e a visão de la Renta.
O preto de Oscar de la Renta era mais preto. Seu branco, era mais branco. Suas rendas, incrivelmente bem aplicadas. Seus babados, mais ferozes.
O que nos salvará de uma ditadura de jeans com lavagem boboca, estampas minúsculas e bissextas, tons pastéis onipresentes, brincos sem caráter e blusinhas de freira-disfarçada, é o que eu me pergunto. Acho bom eu aprender a rezar.
*
foto: Oscar de la Renta New York Spring 2011 - Details

 

    Não dá tempo de fazer pesquisa, de fazer rascunho, de dar o rascunho pras vítimas de sempre aprovarem, enfim, não dá tempo de escrever o texto lindo — e florido, e cheio de lacinhos, e colorido — que o velho merece, porque o dia está (como diz o Calvin), simplesmente tomado. Mas não quis deixar passar em branco, porque foi uma grande perda, a perda dum cara que ajudou a escrever a vida que todos vivemos, saibamos ou não, porque moda, comida, poesia, arte e cultura pop, falam tanto de nós, do que somos, não somos e gostaríamos de ser, quanto política, geopolítica e, rará, psicanálise

    Babados Ferozes

    De la Renta nasceu na República Dominicana e foi estudar na Espanha. Foi aprendiz de ninguém menos do que Cristóbal Balenciaga, o deus.

    Ele fez muito pela moda, pela história da moda. Quando formos falar de moda do século XX, e deste desconjuntado, esquisito e apalermante começo do século XXI, vamos ter de dizer: ele nos manteve belos, frescos, fúteis, coloridos e mais felizes.

    Sempre que estávamos cansados de rendas e lacinhos e rendinhas e cores, cores, cores e nos agarrávamos a um elegantíssimo japonês de linhas restas e tons sóbrios, de la Renta saía detrás dalguma coluna — jônica, sem dúvida, cheia de frisos e arabescos — para nos induzir a usar pelo menos mais uma camada de tule, pelo menos um babadinho, só mais uma florzinha, um pedacinho rendado, sejamos mais barrocos, vamos, mais um cachinho de uva. De la Renta manteve a moda do mundo — e não apenas a dele — divertida, extravagante e, vá lá, espalhafatosa, se você quiser. Mas inegavelmente colorida, estampada, ampla e, sim, romântica. A História da moda, especialmente a História da moda do século XX, deve a de la Renta a não-desistência, o não-macacão-de-brim, o não-terno-reto-de-uma-cor-só, o não-nada-de-adereços, não-vestidinho-lisinho-e-monótono-de-boa-menina.

    As blusas estampadas que compramos nas lojas sofisticadas ou nas lojas populares, as bolsas coloridas do camelô da 25 de Março, nossos jurídicos jabots, os cabelos armados das mil viúvas em mil novelas, estes brincos enormes que você tanto adora, tudo isso teve, ao longo das últimas décadas, a mão e a visão de la Renta.

    O preto de Oscar de la Renta era mais preto. Seu branco, era mais branco. Suas rendas, incrivelmente bem aplicadas. Seus babados, mais ferozes.

    O que nos salvará de uma ditadura de jeans com lavagem boboca, estampas minúsculas e bissextas, tons pastéis onipresentes, brincos sem caráter e blusinhas de freira-disfarçada, é o que eu me pergunto. Acho bom eu aprender a rezar.

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    foto: Oscar de la Renta New York Spring 2011 - Details

     

    (Fonte: fashion-runways, via fashion-runways)

    Publicado em 21 de Outubro de 2014 (395 notas)
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  3. Café. Bom dia.

    Café. Bom dia.

    (Fonte: valscrapbook, via costalies)

    Publicado em 21 de Outubro de 2014 (2.949 notas)
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  4. huariqueje:

Balcony Room - Adolph Menzel  1845
Realism

    huariqueje:

    Balcony Room - Adolph Menzel  1845

    Realism

    Publicado em 21 de Outubro de 2014 (3 notas)
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  5. Foto real de Luciana e eu na cadeira de balanço, conversando e não jogando damas como diz a legenda, porque eu não posso jogar jogo nenhum. E a minha cadeira de balanço tem um pininho pra impedir ela de balançar porque eu enjoo em cadeira de balanço. Mas fora isso, somos nós, tudo certo. Era isso que a gente fazia em 1900.
*
 vintageeveryday: Photo of two girls, dressed in black, playing checkers, while rocking outdoors in a field, ca. 1900.

    Foto real de Luciana e eu na cadeira de balanço, conversando e não jogando damas como diz a legenda, porque eu não posso jogar jogo nenhum. E a minha cadeira de balanço tem um pininho pra impedir ela de balançar porque eu enjoo em cadeira de balanço. Mas fora isso, somos nós, tudo certo. Era isso que a gente fazia em 1900.

    *

     vintageeveryday: Photo of two girls, dressed in black, playing checkers, while rocking outdoors in a field, ca. 1900.

    (via victorians-edwardians)

    Publicado em 20 de Outubro de 2014 (69 notas)
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  6. 
Coco Chanel in 1909

    Coco Chanel in 1909

    (Fonte: lacedheartt, via avintagehoarder)

    Publicado em 20 de Outubro de 2014 (1.623 notas)
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  7. Publicado em 20 de Outubro de 2014 (279 notas)
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  8. Publicado em 20 de Outubro de 2014 (111.991 notas)
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  9. justejauraisaimeetreprevenue:

Thank you Shakespeare

    justejauraisaimeetreprevenue:

    Thank you Shakespeare

    (via schweitzet)

    Publicado em 20 de Outubro de 2014 (220 notas)
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  10. um dos grandes
shihlun:

R.I.P. René Burri (1933-2014)
Photo: René Burri in Mexico 1973

    um dos grandes

    shihlun:

    R.I.P. René Burri (1933-2014)

    Photo: René Burri in Mexico 1973

    Publicado em 20 de Outubro de 2014 (95 notas)
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  11. Publicado em 20 de Outubro de 2014 (15.832 notas)
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  12. roomonfiredesign:

    Ravensburg Art Museum by Lederer Ragnarsdóttir Oei. Set in the medieval town of Ravensburg, Germany, the bricks used to construct this contemporary art museum were salvaged from a demolished 14th-century cloister near the Belgian border. As a result, the building blends in naturally with the cityscape that has developed over centuries.

    (via mfkopp)

    Publicado em 20 de Outubro de 2014 (284 notas)
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  13. sobre-nada:

sempre bom repetir

    sobre-nada:

    sempre bom repetir

    Publicado em 20 de Outubro de 2014 (4.506 notas)
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  14. oldfilmsflicker:

    An Unmarried Woman, 1978 (dir. Paul Mazursky)

    Publicado em 19 de Outubro de 2014 (47 notas)
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  15. latimes:

Robin Williams has died at age 63 of an apparent suicide.
Photo: Ken Hivley / Los Angeles Times

    Publicado em 19 de Outubro de 2014 (3.131 notas)
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